Já pararam pra pensar como pedimos a todo instante um pouco de paz? Vivemos nesse mundo conturbado, em que corremos atrás das coisas como se fossem as últimas oportunidades das nossas vidas. Estamos sempre atarefados, ocupados com os nossos afazeres e tão concentrados neles, que nada mais vemos à nossa frente. Dirigimos com urgência; comemos com urgência, quando comemos; conversamos com urgência; beijamos rapidamente a nossa família, quando fazemos. Isso porque o mundo globalizado, agitado, acelerado, clama a nossa atenção.
O que molda nossas atitudes, as atitudes do homem moderno, em grande parte, são os avanços tecnológicos, as novas exigências do mundo do trabalho que nos faz correr atrás do domínio das linguagens atuais e garantir nosso sustento, nosso “ganha-pão”. Já perceberam como mudamos a partir disso? Nem estou dizendo daquilo que nossos olhos vêem facilmente, mas sim das coisas que nem sempre percebemos, porque não temos tempo, nem interesse, nem olhos de ver. As relações humanas estão a cada dia mais difíceis, não temos tempo de parar ao menos para sentir nossas próprias vibrações, os desejos do nosso corpo, as necessidades do nosso espírito. Que dirá perceber o outro! Isso é algo raro e cada dia mais necessário.
A sociedade mudou! Andamos inventando maneiras de nos proteger desse mundo violento, mas vamos falar sério? Já nem nos assusta mais. Catástrofes, tragédias anunciadas na TV, diariamente ocupam poucos minutos de nossa atenção, porque no fundo sabemos que no jornal da noite outras tragédias serão anunciadas. E assim, vamos nos habituando a conviver com o que nos “parece” normal. Digo isso, pela maneira como reagimos diante desses fatos, parecem não nos abalar. Inventamos sempre maneiras de sobreviver nesse mundo, de seguir em frente, sem assumirmos a responsabilidade individual de modificá-lo. Isso acaba sempre sendo a tarefa de alguém que tenha tempo pra isso, “porque eu não tenho, sou ocupado demais!” Seja sincero, nunca pensou assim?
É triste ver e perceber o tipo de seres humanos que estamos nos tornando. Isso tem me incomodado a ponto de repensar minhas atitudes, de refletir como aproveito meu tempo. Hoje, por exemplo, não reenvio mais correntes que recebo na internet que denigram a imagem do nosso país, como as que têm circulado “acabando” com o nosso Presidente. E isso nada tem a ver com a minha posição política, também não quer dizer que eu apóie ou que ache correto o que está acontecendo de errado. Tem a ver com minha posição ética e cidadã, tem a ver com o desejo que tenho de ajudar na mudança das coisas negativas do meu país, para fazer circular imagens positivas dele, lá fora. Será que os americanos repassam correntes que denigram a imagem do seu país ou do seu presidente? Imagine se, ao contrário, despendêssemos toda essa energia enviando mensagens de amor, se a usássemos para apoiar as tentativas de construção de um Brasil melhor? Imagine se ao invés de nos posicionarmos enquanto espectadores, numa atitude cômoda de apontar os erros da história, fizéssemos o contrário, e nos transformássemos nos próprios autores da nossa história? Talvez fizéssemos diferente, certamente cometeríamos erros e poderíamos recomeçar, sempre. Mas não! Nos habituamos a dizer: “isso não vai dar certo”, “eu não acredito que isso possa mudar”, ou reproduzimos discursos como “O governo não faz nada”, “isso é responsabilidade do governo”. Tenho certeza que vão concordar, já estamos todos cansados de ouvir tudo isso, não é mesmo? Queremos mudança, e o que faremos para mudar a nossa realidade?
Se não conseguimos mudar hábitos simples do nosso dia-a-dia, fazendo a parte que nos cabe, esperamos que o outro seja o único responsável pelas mudanças que teorizamos como possíveis, mas que não praticamos?
No domingo, por exemplo, teremos o Referendo e alguns vão dizer, “que não era o momento dele acontecer”, ok! Nesse ponto todos concordamos, mas está aí e precisamos decidir. E a minha reflexão é a seguinte: temos, por milênios, fabricado guerras, até as tais guerras ditas “santas” foram produzidas por nós. Desde a existência do homem na face Terra, a humanidade pratica a violência, revidando as agressões, às vezes matando friamente, como animais ferozes, incapazes de raciocinar no momento da ira. A minha pergunta é, de lá para cá o que mudou? O que parece é que nossas teorias não têm surtido efeito positivo na prática. Muito pelo contrário, tem ajudado a construir o caos em que vivemos. Esse não deve ser o cenário que buscamos para a nossa vida e a de nossos filhos. Pode ser este o momento de colocarmos em prática os pequenos ensaios de amor que a humanidade já escreveu. Sim, porque se existe o mal, também existe o bem, seu exército é grande, mas tímido ainda. Sejamos “extravagantes” ao praticarmos o bem, para ensinarmos pelo exemplo.
A violência existe, isso é fato, e é algo que nos preocupa, nos assusta sim, mas armando a todos os homens de bem, não conseguiremos mudar o mundo, nem nos defender. Homens de bem não sabem usar as armas, não precisam delas. A nossa arma contra a violência deve ser a única que pode atingir a massa, TRANSFORMAR o mundo e a sociedade: a EDUCAÇÃO. Aquele que tem acesso à escola, a uma educação de qualidade, tem melhores oportunidades de trabalho, de exigir medidas de melhoria de vida, de tornar-se cidadão do país que deseja e que merece ter. Garantir qualidade da educação pública brasileira pode ser a bandeira mais digna de se carregar. Vamos construir uma cultura de paz, começando com a mudança de nossas pequenas atitudes, agindo como seres humanos que não nasceram para serem “ilhas”, olhando nos olhos das pessoas, ajudando àqueles que solicitarem ajuda, incentivando atitudes de generosidade, fraternidade e de amor ao próximo. Que bandeira será a sua, hein? Pensemos nisso agora, neste momento, porque amanhã pode ser tarde demais. A minha bandeira, eu já escolhi: Eu quero PAZ, e você?

nossa eu adorei esse pensamento adorei tanto que copiei e enviei para varios amigos