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Amor eterno

Sublime poesia toca o meu coração,
Serás tu responsável por este acontecimento?
Onde antes era vazio e solidão
Agora é poesia e emoção.

O sol parece mais belo
Meu olhar mais fraterno
Apenas porque o amor toca o meu coração.

És tu?
Que mesmo tão distante provoca-me arrepios,
Dúvidas, sonhos?
Será possível o amor vir de tão longe,
E será ele capaz de transpor um oceano?
Incrível a sensação que tenho agora
A de que o tempo passado, antes tão presente,
Agora esteja tão distante e tão ausente.

Que magia é essa que nos envolve dessa maneira?
Que sensação é essa que me faz tão segura?
Que desejo é esse que me consome intensamente?

Tem tudo uma única resposta
És tu!
O amor que me desperta
E me desaprisiona

És tu!
Que inspira meus pensamentos
E transforma antigos desalentos
Em alegrias de agora.

Meu amor, meu desejo,
Aconchego.
Amo-te!
E nessas linhas declaro-te:
Quero-te para sempre
E para sempre serei tua.

Ilusão!

Euforia de sentimento
Ontem um sorriso
Hoje uma lágrima
Há pouco a felicidade
Agora a solidão

Insuportável silêncio
Ronda meu coração
Dúvidas
Tristezas
Incertezas

Que fizeste comigo, coração?
Insisti em confiar
E me traíste, por quê?

Que fiz eu?
Não mereço ser feliz?
Dor que dilacera minha alma
E agora?

Volto eu ao ontem
Vazio
Dor
Solidão
eu

Estou aqui pensando sobre esses amores que nascem entre duas pessoas de maneira tão controversa. Desde que passei a me entender por gente, isso lá pelos 13 anos, quando comecei a perceber o mundo com olhos mais curiosos, aprendi que duas pessoas se encontravam e se apaixonavam. Veja que interessante, 17 anos depois descubro não ser essa a única maneira de um coração “quedar-se” de amor. E tudo isso graças a nada mais e nada menos que a “bendita” tecnologia!

Bendita seja a tecnologia que nos permite atravessar oceanos, cidades, países, morros, vales, fronteiras antes intransponíveis, agora tão comuns no dia-a-dia de jovens, adultos, velhos, de todo aquele que não aceita o chão como o limite para a felicidade. Falo dos internautas, que agora não são tão jovens assim. Falo dos sites de encontros, de namoro.

Acontece assim: Um dia você se sente sozinho, achando que tudo “pode estar perdido” e que realmente o grande amor da sua vida não vai acontecer ou se acontecer terá que esperar, esperar, esperar. Até que um dia você recebe um e-mail convidando-o a fazer parte daquele grupo de pessoas que buscam o mesmo que você. Amigos, aventura, companheiros e você pensa “será?!”, “Isso não funciona, mas o que vou perder?”.E, então, estamos lá espalhando nossos ansiosos dedinhos pelo teclado. Uma aventura apenas, uma idéia, sei lá?!

Bem… quando você olhou, achou que fosse simples. Primeira barreira: é preciso fazer um perfil, características físicas, profissionais, emocionais, desejos etc etc etc. E você se pega pensando ”e agora, o que vou dizer de mim? O que seria interessante dizer em tão poucas linhas?” Então você procura suas melhores características, e coloca lá. Depois o mais interessante, define o perfil de parceiro(a) que deseja encontrar. No fundo você não acredita que isso realmente possa dar certo. Mas “não custa nada tentar”.

Primeiro dia: uma bateria de pessoas interessadas em te conhecer. Você fica encantado(a)! Como pode ser? Então funciona?! Aí você responde a alguns, a outros não. Mas na verdade, nem todos vão permanecer na sua lista de “Favoritos”.

Então vocês trocam mensagens, fotos, descobrem pontos em comum. Desejam imensamente a cada dia ser mais que um(a) “amigo(a) virtual”. Mas… bem… tudo depende de um pequeno detalhe, mínimo por sinal: Ele (ou ela) está do outro lado do mundo! WOW! E agora? Começam as loucuras, telefonemas semanais, diários e é aí que a coisa complica.

Como podemos querer tanto, desejar tanto alguém que não conhecemos inteiramente? Ou será que o conhecemos mais do que podemos conhecer um homem/ mulher num encontro convencional? De repente, percebo que o mundo mudou tanto, as relações mudaram muito. Talvez essas mudanças não sejam tão boas assim, afinal estamos a cada dia mais enclausurados entre quatro paredes, viajando pelo mundo na tela de um computador. Incrível não?! Talvez façamos isso com a ilusão de poupar-nos das desilusões amorosas. Ilusão! Amores eletrônicos também decepcionam. De repente, você se entrega a cada dia a uma pessoa que pode sumir para sempre sem que você possa encontrá-la jamais. Sem falar que coisas piores podem acontecer. É preciso ter muito cuidado! Nunca se sabe até que ponto o outro está dizendo a verdade. Mas deixemos de lado, neste momento, esse aspecto. Fica aí o alerta!

Quero dizer que o amor não tem fronteiras. Que podemos ser tomados por ele de uma maneira inusitada. Deixamos rolar e nos arriscamos em estar enganados ou deixamos tudo isso de lado e vamos buscar o real? Até que ponto sabemos o que é real na internet e o que é virtual na vida real?

Pode ser que o nosso amor esteja mesmo bem ali, do outro lado do oceano. E aí, o que devemos fazer? Eu tenho amigos que se casaram assim, é um exemplo. Bem, o que encanta nessa história é essa possibilidade antes “impensada” e fantástica que um recurso tecnológico nos oferece. É claro que nada substitui o contato, a troca de um olhar de cumplicidade, a química, necessária e fundamental para que o amor aconteça efetivamente. Essa magia da possibilidade é divina, simplesmente divina! Não é tudo, é verdade, mas não devemos dispensá-la, descartá-la. Prefiro tentar, correr o risco a ter que conviver com um “e se fosse ele o homem/mulher da minha vida?” Bem…se fosse, já era! Mas não para mim. Quero deixar-me levar pela poesia do encontro e pela magia da possibilidade, simplesmente!

Natal

Momento de reflexão! Ficamos mais quietinhos, pensativos. Nesse momento fazemos um balanço de nossas vidas: Tudo o que nos aconteceu de bom ou de ruim; sentimo-nos frustrados pelos projetos não concretizados e nos esquecemos de celebrar as pequenas conquistas.

É certo que mesmo em momentos de tribulações aprendemos algo, ganhamos algo: um amigo, uma experiência, um novo ponto de vista de uma situação. Mas também é certo que esse é o momento em que estamos mais fragilizados e tendemos a analisar aquilo que não conseguimos, as metas que traçamos e não atingimos.

Ficamos tão presos em nós mesmos, em nossas coisas, em nossas vidas que nos esquecemos de estender o olhar, de ampliar nosso campo de visão. Esquecemos de celebrar aquilo que temos, que conquistamos, e que podemos dividir.

Hoje, por exemplo, alguns “adultos de rua” (porque agora eles também dividem os semáforos com os meninos), abordaram-me no carro. Pediram uma moeda. Fiquei pensando em como pode ser a história de cada uma dessas pessoas. Onde vivem, se têm família, se têm casa, filhos. Pensei em tudo o que tenho e sinceramente me envergonhei, não de ter o que tenho, porque trabalhamos para conquistar nossos sonhos e suprir nossas necessidades, mas de muitas vezes ter chorado por tão pouco, ou por coisas que realmente passam em nossas vidas. Eu nunca chorei de fome ou de sede, eu nunca vi meu filho chorar pelo mesmo motivo. No entanto, chorei, porque as coisas não saíram como eu havia planejado, por querer tudo com urgência, por não ter conseguido seguir o caminho que achei que era o melhor pra mim. E aquelas pessoas, talvez nem pensassem nessas coisas se tivessem o que eu tenho. Obrigado meu Deus por tudo o que tenho e por tudo o que sou! Fazei com que eu aprenda a dividir e a pensar no próximo! Foi exatamente isso que pensei no momento em que dei a moeda.

Fazendo um balanço de minha vida hoje, descobri que aprendi a mais importante lição: a de que eu não mando em minha vida. Posso escolher os caminhos tortos, mas sou obrigada a retornar ao caminho certo. Aprendi que os caminhos tortos são os que nos parecem mais bonitos, mais fáceis, porém é como uma rosa, mesmo com toda a sua beleza, possui espinhos. Aprendi que retornar é necessário, que não sabemos o que é melhor pra nós até tentarmos muitas vezes.

Pensando em todas essas coisas, de repente descobri que ganhei tanto neste ano! Ganhei vontade de brigar pelos meus sonhos, ganhei amigos especiais, tornei-me mais solidária. Tive vontade de abraçar as pessoas e abracei, tive vontade de beijar as pessoas e beijei, tive vontade de dizer eu Te amo e disse, tive vontade de fazer meus amigos sentirem que são especiais para mim e fiz, tive vontade de mudar e mudei.

Hoje sou melhor do que ontem. No balanço do ano percebo que tenho lindos presentes para oferecer ao aniversariante da noite natalina. Ofereço a Jesus, no dia do seu aniversário, minhas boas ações, meu coração mais fraterno, as lições aprendidas e minhas boas intenções de me tornar um ser humano melhor a cada dia.

Você já fez o seu balanço? Já escolheu os presentes que quer entregar a Jesus? Que a energia natalina possa tocar o seu coração como toca o meu e que você possa perceber a pessoa especial que é. A você, que chegou ao final desse texto, meus votos de um Feliz Natal, e um 2006 repleto de luz em seu coração.

Estou indignada!

Estou indignada! Acabo de assistir uma matéria no Fantástico que me causa, sinceramente, náusea, indignação e revolta. Soldados promovidos a sargentos em uma companhia do Exército em Curitiba sendo torturados da maneira mais humilhante e inaceitável. Levaram choques, chineladas, foram queimados a ferro. Meu Deus, o que é isso? São homens? Os homens que deveriam ser formados para nos proteger são os primeiros a espalhar pânico e terror. O que é isso?

Parece que as torturas praticadas na época da ditadura contra os civis, ainda são alimentadas debaixo dos olhos do exército. Vocês acreditam que o exército declarou não ter conhecimento do ocorrido? Como não?

Inúmeras histórias de torturas em quartéis do exército ou da Polícia levaram muitos dos filhos dessa pátria a óbito e pelo jeito nada mudou. Isso me entristece profundamente, sinceramente ainda sinto náuseas e uma vontade imensa de gritar CHEGA! Onde chegaremos com isso? Como podemos ver cenas dessa natureza e continuar a viver dia-a dia, como se nada tivesse acontecido? O que nós, brasileiros, vamos fazer contra essas barbaridades. Até quando ainda aprovaremos tais atitudes de homens, repito, homens! A ênfase é para refletirmos que não estamos falando de animais, pois estes quando atacam, o fazem para satisfazer um instinto, para saciar a fome ou para sua defesa. E o homem, por que age dessa maneira? O que leva o ser humano a agir dessa maneira violenta? Aqueles militares não pareciam nem um pouco amedrontados com o que faziam, pareciam gostar, eram capazes de rir, e o que é pior de registrar com fotos e vídeos o terror dos torturados. Inconcebível! Provavelmente repetem comportamentos dos quais foram vítimas.

É por isso que sou contra qualquer tipo de trote que use de violência ou de humilhação. Sou contra os trotes universitários e contra tudo que exponha o outro à humilhação e ao risco de vida.

Precisamos fazer algo para que cenas como essas nunca mais sejam exibidas em nossos telejornais. Precisamos repensar nossos valores, porque acredito que pessoas que se satisfazem com o sofrimento alheio dessa maneira, são anormais, possuem desvio de conduta. Pessoas que agem dessa maneira, não se tornaram violentas da noite para o dia, são o resultado da somatória de experiências vividas. Por isso pergunto, o que fazemos por nossas crianças? Que valores temos ensinado a elas? Precisamos pensar nisso, porque tudo o que fizermos a elas, de bom ou de ruim, repercutirá no adulto que ela será. Olhemos as nossas crianças! Mas o olhar ao qual me refiro é o olhar cuidadoso, atencioso, capaz de perceber, nos atos de rebeldia, sinais e pedidos de ajuda. Assim, podemos mudar o futuro. E quanto ao presente, quanto aos tristes fatos que temos presenciado ou acompanhado nos noticiários, espero que não os deixemos cair no esquecimento. Espero que cada um de nós, lute da maneira que puder, para que casos como esses não se repitam mais na nossa história.

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